<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9738803</id><updated>2011-04-21T20:14:57.379+01:00</updated><title type='text'>Rato de Livraria</title><subtitle type='html'>Pequenas notas bibliográficas sobre livros curiosos, interessantes, raros ou verdadeiras joias da bibliofilia.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ratodelivraria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratodelivraria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Nuno Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16052305440303986116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://www.flickr.com/photos/964196_803c954676_m.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9738803.post-2223100693687177744</id><published>2007-05-23T00:35:00.000+01:00</published><updated>2007-05-23T00:41:43.945+01:00</updated><title type='text'>Leilão de Livros &amp; O Regresso</title><content type='html'>Faz hoje exactamente um ano desde o último texto. Regresso. Esperemos que seja de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai realizar-se Leilão de Livros organizado pela Livraria Luís Burnay. Apesar de ter anunciado um sítio no ciberespaço, parece que ainda não está em funcionamento (&lt;a href="http://www.livrarialuisburnay.pt"&gt;Luís Burnay&lt;/a&gt;, fica na mesma o link anunciado no caso de entretando ficar a funcionar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não tive oportunidade de compulsar o Catálogo com olhos de ver. Amanhã espero já ter os destaques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem estiver interessado o Leilão será dias 4 e 5 de Junho no Hotel Roma (indicações mais precisas noutro post aqui mais abaixo) e os livros estarão em exposição a partir de dia 3 entre as 21h e as 23h30m. Julgo que aos interessados que por lá aparecerem lhes será facultado um catálogo, assim como se o solicitarem directamente à Livraria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9738803-2223100693687177744?l=ratodelivraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/2223100693687177744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/2223100693687177744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratodelivraria.blogspot.com/2007/05/leilo-de-livros-o-regresso.html' title='Leilão de Livros &amp; O Regresso'/><author><name>Nuno Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16052305440303986116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://www.flickr.com/photos/964196_803c954676_m.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9738803.post-111684982420515878</id><published>2005-05-23T12:52:00.000+01:00</published><updated>2005-05-23T13:03:44.210+01:00</updated><title type='text'>Leilão de Livros</title><content type='html'>Talvez o último leilão de Livros da época (normalmente termina em Junho e reinicia em Outubro) organizado por Luís Burnay (não tem sítio ou e-mail). É catálogo para as bolsas menos recheadas ou para os bibliófilos que procuram obras mais curiosas que raras ou para estudiosos, principalmente das ciências humanas.&lt;br /&gt;De qualquer forma há a destacar o K4 de Almada Negreiros. Os últimos que apareceram em leilão atingiram preços próximos dos 4.000 €, mas estavam em brochura e um deles com dedicatória. Este está encadernado, o que é um factor de desvalorização indiscutível para uma obra como esta.&lt;br /&gt;Julgo que se o solicitarem o livreiro envia-lhes o Catálogo ou dá-o a quem aparecer nos dias do leilão. O Leilão será nos próximos dias 30 e 31 de Maio, pelas 21 h, no Hotel Roma, Rua Infante D. pedro, n.º 6, perpendicular à Av. de Roma. A exposição dos livros será nos dias do leilão das 14h às 19h. O livreiro Luís Burnay está sediado na Calçada do Combro, 43-47, 1200-110 Lisboa, telf. 213 479 346; Fax. 213 479 342.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9738803-111684982420515878?l=ratodelivraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/111684982420515878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/111684982420515878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratodelivraria.blogspot.com/2005/05/leilo-de-livros.html' title='Leilão de Livros'/><author><name>Nuno Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16052305440303986116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://www.flickr.com/photos/964196_803c954676_m.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9738803.post-111572299584422349</id><published>2005-05-10T11:59:00.000+01:00</published><updated>2005-05-10T12:03:15.853+01:00</updated><title type='text'>Como aparecem bibliotecas em Leilões</title><content type='html'>Antes de mais, espero com este texto desmistificar um pouco a ideia que só a deterioração de uma biblioteca ou viúvas e/ou outros herdeiros “mortinhos” por se verem livre daquela “tralha” que ocupa o espaço de uma bela mesa de snooker pronta a impressionar amigos, são as únicas razões para a venda de uma biblioteca. Talvez noutros tempos essas fossem as principais razões, mas não hoje. O mercado mudou muito desde a geração Santos ou da era Arnaldo Henriques de Oliveira e já não é compatível com essa ideia.&lt;br /&gt;Nesse sentido os leilões têm sido bastante benéficos. Existe enorme preocupação por parte dos coleccionadores em avisar os seus herdeiros sobre o que fazer com os seus livros por ocasião da sua morte. Mais avisadas, melhor esclarecidas, as viúvas já não são as da história que Ruben Borba de Moraes conta sobre um seu amigo a propósito das razões que levam os bibliófilos a não mostrar os seus livros:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«É mais uma questão de complexos. Há casos em que não é. É outro motivo mais corriqueiro, como o de um amigo muito querido que tive e que morreu, não de moléstia do coração, como disseram os médicos, mas de frustração, pelo facto de não poder mais comprar livros, de medo da mulher. O meu pobre amigo só comprava livros pequenos, que podia levar para casa no bolso e escorregar entre os outros sem a mulher perceber.&lt;br /&gt;Quando esse bom homem me vinha ver, não dava a menor importância aos meus livros de pequeno formato. Extasiava-se, folheando os meus in-quartos, babava-se, sobraçando in-fólios. Um dia perguntei-lhe maliciosamente por que não comprava livros grandes. Respondeu-me melancolicamente:”Ela percebe!” Tenho para mim, que a vida inteira sonhou possuir uma Flora, de Martius: uns quarenta volumes in-fólio!&lt;br /&gt;Quando meu amigo morreu, a viúva criminosa vendeu a biblioteca por uma pequena fortuna que nunca imaginou valessem os livros do bibliófilo frustrado. Mas o mais divertido da história é que, daí por diante, passou ela a elogiar sem medida o critério do marido, o tino financeiro que teve em empregar dinheiro em livros que aumentam tanto de preço e não desvalorizam como o nosso cruzeiro, etc., etc.»&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Bibliófilo Aprendiz&lt;/span&gt;, S.Paulo, Companhia Editora Nacional, 1965, pp.23-24&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente esta “viúva criminosa”, quando o primeiro livreiro chegou e lhe fez a oferta, pensou de si para si: “imagina se eu tenho deixado o meu marido comprar livros grandes!”&lt;br /&gt;Não é assim hoje. As viúvas ou outros herdeiros sabem muito bem o que possuem em casa. Se antes o que pretendiam era ver-se livres daquela tralha e qualquer valor servia, hoje acontece o contrário, avaliam as bibliotecas por excesso dificultando muito o trabalho dos profissionais que, mesmo apresentando uma proposta de acordo com os valores de mercado, vêm essas mesmas viúvas dizer-lhes que as estão a explorar.&lt;br /&gt;Daí que os leilões tenham ganho enorme protagonismo quando a biblioteca é de maiores dimensões, uma vez que lhes é apresentada a ideia que o mercado dita o valor e a leiloeira cobra a sua respectiva comissão, trazendo muito maior confiança e certezas. Mas também é bom que se comece a perceber que, na hora de receber o cheque, a diferença entre o que o livreiro lhe ofereceu e o que recebeu depois de retiradas as respectivas comissões do leiloeiro é pequena e torna-se ainda mais insignificante se o vendedor tiver em consideração que com um livreiro recebe imediatamente o dinheiro e com um leilão são, no mínimo, entre 3 a 6 meses.&lt;br /&gt;Outras razões, no entanto, começam a ganhar peso no mercado dos livros antigos. A primeira é inerente a um novo tipo de bibliófilo, quase inexistente há alguns anos atrás. O bibliófilo hoje já não é aquele que forma ou procura formar a sua biblioteca à medida do Visconde da Trindade  (vd. «Como se organiza uma Biblioteca Privada» in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Manuscritos &amp; Livros Valiosos&lt;/span&gt; por J.A. Telles da Sylva, v. II, pp. 7-198). Cada vez mais aparece o bibliófilo criterioso não só no tema, mas também no exemplar. O bibliófilo hoje é mais esclarecido, quase como um erudito. É comum aparecerem bibliófilos que procuram, direi assim, sub-temas que antes estavam integrados num tema geral. Apenas como exemplo, se antes se coleccionava literatura portuguesa, hoje colecciona-se literatura portuguesa do séc. XIX ou da primeira metade do séc. XX, reduzindo em muito o número de obras que se desejam.&lt;br /&gt;Ora, este factor, que também se deve ao novo urbanismo, com casas mais pequenas, apenas com as áreas e as salas necessárias, faz com que o coleccionador, em pouco tempo, tenha quase a colecção fechada. Daí que apareçam em cada vez maior número bibliófilos que fazem colecções, vendem colecções e iniciam uma nova com o retorno do investimento.&lt;br /&gt;Por outro lado, este carácter menos fixo, menos permanente das residências, tem feito com que os bibliófilos mais velhos, depois de ver os filhos casados, deixem de sentir necessidade de estar numa casa grande com quatro, cinco ou seis quartos, preferindo um mais acolhedor T1 ou T2. E essas casas, na maioria dos casos, não são compatíveis com grandes bibliotecas.&lt;br /&gt;Existe ainda uma nova mentalidade por parte dos bibliófilos. Depois de coleccionarem durante anos a fio, dedicando quase uma vida aos livros, começam a perder um pouco a vitalidade para ir à procura desta ou daquela obra, visitar os livreiros ou ir aos leilões. É por essa altura que ponderam a hipótese de deixar o seu nome na praça, quase que para a posteridade, num último acto de vaidade que tanto caracteriza o bibliófilo. E quando essa hipótese aparece no pensamento, o leilão é a escolha mais natural, não pelo dinheiro que se possa realizar, mas pelo nome que fica gravado no catálogo.&lt;br /&gt;Em suma, as razões que levam uma biblioteca a aparecer num leilão já não se ficam pelos herdeiros. Factores de carácter urbano como é o tamanho das novas casas, a cada vez maior selectividade por parte dos novos bibliófilos e até uma derradeira vaidade podem contribuir decisivamente para a venda da biblioteca. E claro, uma última razão não muito falada, até por vergonha, mas também presente, a realização de dinheiro, a recuperação do investimento para colmatar falhas de outra ordem, é cenário bastante frequente quando o livreiro ou leiloeiro visitam os coleccionadores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9738803-111572299584422349?l=ratodelivraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/111572299584422349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/111572299584422349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratodelivraria.blogspot.com/2005/05/como-aparecem-bibliotecas-em-leiles.html' title='Como aparecem bibliotecas em Leilões'/><author><name>Nuno Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16052305440303986116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://www.flickr.com/photos/964196_803c954676_m.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9738803.post-111236679577701591</id><published>2005-04-01T15:35:00.000+01:00</published><updated>2005-04-01T15:48:05.236+01:00</updated><title type='text'>Próximo Leilão de Livros</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.pcv.pt/online/index.html"&gt;&lt;img src="http://www.pcv.pt/imagens/imgns_leilao_142/142_capa_mn.jpg" align=right /&gt;&lt;/a&gt; O &lt;a href="http://www.pcv.pt"&gt;Palácio do Correio Velho&lt;/a&gt; vai realizar o próximo Leilão de Livros. É a Biblioteca de Manuel de Lancastre Araújo Bobone. O Catálogo está disponível em formato .pdf &lt;a href="http://www.pcv.pt/pdfs/142_001_982.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Confesso que ainda não tive grande tempo para lhe dedicar uma leitura um pouco mais atenta, mas, pelas ilustrações, destaca-se &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Condestabre de Portugal, D. Nuno Alvres&lt;/span&gt; de Francisco Rodrigues Lobo e, do mesmo autor, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Carta de Guia de Casados&lt;/span&gt;, bem como o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Testamento que fez Antonio Gomez da Mata&lt;/span&gt;, proprietário e fundador do Palácio do Correio Mór de Loures.&lt;br /&gt;Tem também a iniguável primeira edição de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os Maias&lt;/span&gt; do Eça, apesar de aparentar não estar no melhor estado de conservação.&lt;br /&gt;Prometo, para a próxima semana mais comentários e destaques, se os houver, a este Catálogo, bem como um pequeno texto sobre a grande escola que são os leilões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9738803-111236679577701591?l=ratodelivraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/111236679577701591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/111236679577701591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratodelivraria.blogspot.com/2005/04/prximo-leilo-de-livros.html' title='Próximo Leilão de Livros'/><author><name>Nuno Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16052305440303986116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://www.flickr.com/photos/964196_803c954676_m.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9738803.post-110969602538610957</id><published>2005-03-01T16:48:00.000Z</published><updated>2005-03-01T16:54:20.680Z</updated><title type='text'>O primeiro Periódico Português</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos5.flickr.com/5681612_457833ef10.jpg" width="158" height="240" alt="Gazeta..." hspace=10 vspace=10 align=right /&gt;GAZETA em qve se Relatam as Novas Todas, qve ovve nesta Corte, e qve vieram de varias partes do mes de Nouembro de 1641. - Em Lisboa: Na Officina de Lourenço Anueres, 1641. - [ ]//1, A//5; [6] ff.; 195 mm.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bibliografia:&lt;/em&gt; Samodães, 1370; Inocêncio, III, p.137; ibidem, IX, 418; Dicionário História de Portugal, III, p. 246.&lt;br /&gt;Primeiro número do PRIMEIRO PERIÓDICO PORTUGUÊS. A Gazeta é considerada a primeira publicação "que reúne as três condições indispensáveis para que uma publicação posse ser considerada jornal: periodicidade, encadeamento e conteúdo específico, diverso do do livro ou do panfleto" [Dic.Hist.Port., 246].&lt;br /&gt;Durante cerca de dois séculos, circularam em Portugal pequenas folhas volantes, denominadas "Relações de Novas Gerais" ou apenas "Relações" ou "Notícias Avulsas" impressas desde os fins do séc. XVI. Não tinham, contudo, carácter regular nem sequer rigor, pois limitavam-se a relatar acontecimentos mais ou menos importantes em Portugal ou no estrangeiro "nem sempre com grande verdade" [ibidem]. . Durante a dominação filipina ,ultiplicaram-se estas folhas volantes propagandeando contra o soberano Espanhol, levando El-Rei D. Filipe III a impor-lhes severas limitações. São as chamadas "Gazetas da Restauração", das quais a primeira é a que aqui apresentamos, que inauguram, por assim dizer, o jornalismo em Portugal, publicando-se mensalmente (com poucas excepções) até, pelo menos Setembro de 1647, tornando, assim, "periódica uma informação que até aí fora irregular, ao sabor da gravidade dos acontecimentos ou da vontade dos impressores. A folha passa a ser esperada em determinadas datas, criando-se assim os hábitos característicos dos leitores da imprensa periódica" [ibidem, p. 247]. Tendo circulação muitíssimo restrita devido ao seu elevado preço e instrução geral, a Gazeta é obra RARÍSSIMA e muito importante para a história da imprensa em Portugal, sendo por isso obra valiosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9738803-110969602538610957?l=ratodelivraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/110969602538610957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/110969602538610957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratodelivraria.blogspot.com/2005/03/o-primeiro-peridico-portugus.html' title='O primeiro Periódico Português'/><author><name>Nuno Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16052305440303986116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://www.flickr.com/photos/964196_803c954676_m.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9738803.post-110935685708309276</id><published>2005-02-25T18:35:00.000Z</published><updated>2005-02-25T18:45:16.143Z</updated><title type='text'>O Livro de Cesário Verde</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos6.flickr.com/5421535_7a19f74aba.jpg" width="240" height="179" alt="O Livro de Cesario Verde" align=right /&gt;José Joaquim Cesário Verde (1855-1886). - O LIVRO de Cesário Verde 1873-1886. - Lisboa: Typographia Elzeviriana, 1887. - XX-104-[4] pp., 1 ret.: il.&lt;br /&gt;&lt;p align=center&gt;“Uma das personalidades mais originais, mais renovadoras da poesia portuguesa do séc. XIX.”&lt;/p&gt; &lt;h5 align=right&gt;Jacinto do Prado Coelho, Dicionário de Literatura Portuguesa, p. 1139&lt;/h5&gt; Oriundo de uma família burguesa abastada, Cesário Verde ocupava o seu tempo pelas duas actividades familiares – a agricultura e o comércio – dedicando apenas uma parte dele às letras. Chegou a frequentar o Curso Superior de Letras não o concluindo. Em 1873 publica a sua primeira composição no Diário de Notícias, fazendo um interregno na publicação de 1880 a 1884, época em que aparece o poema “Nós”, escrito em1881 ou 1882, revelando já uma enorme maturidade literária. É o real que interessa a Cesário Verde - “a mim o que me rodeia é o que me preocupa” escreve a Silva Pinto – carregando a sua poesia de um amor do real, do que observa à sua volta, do que lhe transmitem os sentidos, sendo esta a característica mais original dos seus textos. “A sua poesia é a dum artista plástico, enamorado do concreto, que deambula pela cidade ou pelo campo e descreve de modo vivo, exacto, as suas experiências” (J.Prado Coelho, Dicionário de Literatura Portuguesa, p. 1140). É tido pelos ensaístas que se têm ocupado da sua obra como o percursor de dois heterónimos de Pessoa – Álvaro de Campos, o poeta citadino, e Alberto Caeiro, o camponês – na dupla dimensão urbana e camponesa sem ser bucólica patente nas suas poesias.&lt;br /&gt;O único livro publicado é &lt;em&gt;O Livro de Cesário Verde&lt;/em&gt; organizado pelo seu amigo Silva Pinto. Ao contrário do que o organizador afirma, parece que a organização da obra não obedeceu a nenhum outro critério que não o seu, e não a um plano deixado por Cesário Verde e que o seu irmão, Jorge Verde, terá facultado a Silva Pinto.&lt;br /&gt;Publicado em 1887, em Lisboa, e impresso pela Typographia Elzeviriana, o único livro de Cesário Verde, teve apenas uma tiragem de 200 exemplares numerados ilustrada com um retrato executado por Columbano. É obra raríssima e bastante procurada pelos coleccionadores de Literatura Portuguesa contemporânea.&lt;br /&gt;O último exemplar vendido em Leilão foi em Junho de 2004, na II Parte da Biblioteca de António de Oliveira Neves organizado pela casa SILVA'S Leiloeiros, que atingiu o valor de 4.700€. Estava um bonito exemplar, protegido por uma caixa e com uma dedicatória do irmão do poeta Jorge Verde. Exemplares sem capas de brochura não chegarão aos 500€, se possuírem assinaturas de posse entre os 1.500€ e os 2.000€, bons exemplares sem dedicatória, entre 3.500€ e 4.000€.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9738803-110935685708309276?l=ratodelivraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/110935685708309276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/110935685708309276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratodelivraria.blogspot.com/2005/02/o-livro-de-cesrio-verde.html' title='O Livro de Cesário Verde'/><author><name>Nuno Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16052305440303986116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://www.flickr.com/photos/964196_803c954676_m.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9738803.post-110605894365128980</id><published>2005-01-18T14:30:00.000Z</published><updated>2005-01-18T14:36:38.180Z</updated><title type='text'>Algumas expressões estrangeiras relacionadas com o Livro</title><content type='html'>Contribuição do leitor João Rodrigues a quem muito agradeço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;aperto libro - latim&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;De livro aberto. Em qualquer parte aberta do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;doctus cum libro - latim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sábio com livro. Diz-se dos que ostentam ciência livresca por serem incapazes de raciocinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ex libris - latim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dos livros de. Fórmula que antecede o nome da pessoa ou entidade a que pertence o livro com essa inscrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;habent sua fata libelli - latim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os livros têm o seu destino. Aforismo de Terenciano Mauro, cuja obra permaneceu obscura durante muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;in fine - latim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No fim. Refere-se ao fim de um capítulo, parágrafo ou livro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;io non so littere - italiano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não sou letrado. Palavras do papa Júlio II a Miguel Angelo que queria colocar um livro na mão da estátua desse papa. Este preferiu uma espada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;laus Deo - latim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Louvor a Deus. Frase que alguns autores colocam no final do livro como sinal de gratidão a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;L. B. - latim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ao leitor benévolo. Palavras ou abreviatura que se antepõe ao texto de um livro, como explicação preliminar; prefácio, proémio ou prefação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;loco citato - latim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No trecho citado. Referência, num livro, a um trecho anteriormente citado.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;nihil obstat - latim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nada obsta. Fórmula usada pelos censores eclesiásticos ao permitir a publicação de um livro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;otium cum dignitate - latim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Descanso com dignidade. Expressão de Cícero aplicada aos letrados de seu tempo que dispunham de recursos para levar uma velhice inteiramente dedicada aos livros.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;prolem sine matre creatam - latim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Filho criado sem mãe. Epígrafe de Ovídio, que Montesquieu apôs no frontispício de um de seus livros, para significar que ele era inteiramente original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;timeo hominem unius libri - latim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Temo o homem de um só livro. Santo Tomás de Aquino empregou esta expressão para dizer que temia aquele que não tinha uma cultura vasta, mas era adversário temível quando se aprofundava no estudo de uma especialidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;vade mecum - latim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vai comigo. Diz-se dos livros de conteúdo prático e útil, e formato pequeno.&lt;br /&gt;Os chamados livros de bolso.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;vient de paraître - francês&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Acaba de surgir. Usada no mercado de livros para anunciar as novidades literárias. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9738803-110605894365128980?l=ratodelivraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/110605894365128980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/110605894365128980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratodelivraria.blogspot.com/2005/01/algumas-expresses-estrangeiras.html' title='Algumas expressões estrangeiras relacionadas com o Livro'/><author><name>Nuno Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16052305440303986116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://www.flickr.com/photos/964196_803c954676_m.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9738803.post-110554157156941514</id><published>2005-01-12T14:42:00.000Z</published><updated>2005-01-12T14:52:51.570Z</updated><title type='text'>Nomenclatura das Encadernações</title><content type='html'>Esta nomenclatura é utilizada com frequência pelos Livreiros Alfarrabistas nas descrições dos exemplares que disponibilizam para venda. Também para futuros "posts" me parece útil que esta nomenclatura esteja presente.&lt;br /&gt;&lt;p align=center&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos2.flickr.com/3272791_2cc530f2f4.jpg" width="200" height="240" alt="Partes do Livro A" /&gt;&lt;img src="http://photos1.flickr.com/3272790_44d10ddcb9.jpg" width="200" height="240" alt="Partes do Livro B" /&gt;&lt;img src="http://photos2.flickr.com/3272789_167df8428c.jpg" width="200" height="240" alt="Partes do Livro C" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=justify&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;CABEÇA&lt;/EM&gt;: Parte superior de um livro.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;B&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;CABECEIRA&lt;/EM&gt;: Extremos da lombada.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;C&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;CASA&lt;/em&gt;: Espaço entre dois nervos da lombada.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;D&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;CONTRA-GUARDA&lt;/em&gt;: Material que cobre a face interior da pasta e a folha de guarda. Em alguns casos, a Contra-Guarda é também a Folha de Guarda.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;CORTE DIANTEIRO&lt;/em&gt;: Lado oposto à lombada.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;F&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;GRAVAÇÃO&lt;/em&gt;: Elementos gravados no material que cobre as pastas e lombada do livro.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;G&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;GUARDA&lt;/em&gt;: ou Folha de Guarda, é a folha que se coloca antes das folhas ou da capa original do livro a encadernar.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;H&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;LOMBADA&lt;/em&gt;: Parte onde se encontram cosidos os cadernos do livro.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;I/L&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;NERVO ou NERVURA&lt;/em&gt;: Nas encadernações antigas, eram o material onde se prendiam os fios da costura dos cadernos, atravessando a lombada e prendendo-se à encadernação. Modernamente os nervos são pequenos pedaços de cartão colocados sob o material que reveste a encadernação.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;M&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;PASTA&lt;/em&gt;: Interior dos planos. Vulgarmente a Pasta é dado o mesmo sentido de Plano.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;N&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;PÉ&lt;/em&gt;: Parte inferior do livro.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;PLANOS&lt;/em&gt;: Lados da encadernação.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;P&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;RÓTULO&lt;/em&gt;: Etiqueta colada na lombada, normalmente de cor diferente da encadernação, onde se inscrevem o nome do autor, título ou quaisquer outras indicações.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Q&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;SEIXA&lt;/em&gt;: Espaço ocupado pelo material da encadernação e que não é ocultado pela Guarda.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;R&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;TALAGARÇA&lt;/em&gt;: Tecido de fios finos usado para consolidar o lombo dos livros depois de cosidos.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;S&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;TRANCHEFILA&lt;/em&gt;: Reforço das extremidades do lombo, normalmente de uma tira de tecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fonte:&lt;/em&gt; DIAS, João José Alves, &lt;em&gt;Iniciação à Bibliofilia&lt;/em&gt;, Lisboa, Pró-Associação Portuguesa de Alfarrabistas, 1994, pp. 35-36&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9738803-110554157156941514?l=ratodelivraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/110554157156941514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/110554157156941514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratodelivraria.blogspot.com/2005/01/nomenclatura-das-encadernaes.html' title='Nomenclatura das Encadernações'/><author><name>Nuno Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16052305440303986116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://www.flickr.com/photos/964196_803c954676_m.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9738803.post-110373005464149448</id><published>2004-12-22T15:32:00.000Z</published><updated>2005-01-05T18:50:14.916Z</updated><title type='text'>Importante Itinerário de Linschoten</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos3.flickr.com/2436561_2a4ad2c47d_m.jpg" width="139" height="220" alt="Linschoten Frontispício" align=left hspace=20/&gt;Linschoten, Jan Huygen van&lt;br /&gt;HISTOIRE de la Navigation de Iean Hvgves de Linschot Hollandois, aux Indes Orientales. Contenant diverses Descriptions des lieux iusques à present descouverts par les Portugais: Observations des Costumes &amp; singularitez de delà, &amp; autres declarations. Avec annotations de B. Palvdanvs […]. – Deuxiesme [sic] edition augmentee. - A Amsterdam: Chez Iean Eversz Cloppenburch, 1619&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COLACÇÃO&lt;br /&gt;Assinaturas: (...)//4, A-Z//6, Aa-Qq//6, Rr//4, com a seguinte numeração de páginas:&lt;br /&gt;[8] pp. que inclui: Portada; pp. [2] Prefácio do Autor; pp.[3] Índice dos Capítulos e das Gravuras; pp. [8] Retrato do autor.&lt;br /&gt;pp. 1-185 Texto do Itenerário&lt;br /&gt;pp. 186-205: Description de la Gvinee, Congo, Angola et autres Pays maritimes d’Afriqve.&lt;br /&gt;pp. 1-182: em frontispício próprio: Le Gran Rovtier de Mer de Iean Hvgves de Linnschot Hollandois.&lt;br /&gt;pp. 1-86, em frontispício próprio: Description de L’Ameriqve &amp; des parties d’icelle, comme de la Nouvelle France, Floride, des Antilles, Iucaya, Cuba, Iamaica, &amp;c.&lt;br /&gt;[1] ff. Em branco&lt;br /&gt;Segunda edição francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos1.flickr.com/2436560_b79f433ec3_m.jpg" width="171" height="240" alt="Retrato do Autor" align=left hspace=5/&gt;&lt;br /&gt;Jan Huygen van Lischoten nasceu no final de 1562 ou no início de 1563 na cidade de Halermo. Mudou-se ainda novo para Enkhuizen, uma cidade muito ligada às actividades marítimas e uma das mais importantes cidades portuárias da Holanda. Desde novo ligado ao mar, Linschoten parte com 16 anos ao encontro dos irmãos instalados em Sevilha, onde chega em 1579, daí partindo para Lisboa onde adoece gravemente. Recupera depois de o terem sangrado sete vezes e coloca-se ao serviço de um comerciante onde ganha experiência nos negócios.&lt;br /&gt;Em 1583 chega a sua oportunidade de viajar ao serviço de D. Vicente da Fonseca, um dominicano nomeado por Filipe II Arcebispo de Goa, do qual um dos irmãos de Linschoten era escrivão de uma das naus.&lt;br /&gt;Chegado a Goa em Setembro do mesmo ano Jan Huygen estabelece-se como escrivão do Arcebispo que, partido para Lisboa a fim de esclarecer o Rei das suas desavenças com o Vice-Rei da Índia, delega no jovem holandês a responsabilidade de cobrança das rendas e manutenção da sua casa. D. Vicente acaba por falecer em 1588. Tendo já Jan Huygen sabido da morte de um de seus irmãos e de seu pai e, provavelmente sem apoio para conseguir um novo emprego, decide regressar à sua pátria.&lt;br /&gt;Embarca na nau Santa Cruz conseguindo um lugar a bordo como feitor da pimenta ao serviço da casa comercial alemã dos Fugger e Welser. Parte a 23 de Novembro de 1588 para tomar pimenta em Cochim, partindo para Portugal no mês de Janeiro seguinte. Péssimas condições atmosféricas e uma má navegação complicam a jornada, desembarcando na Ilha de Sta. Helena a 15 de Maio de 1589. A 21 do mesmo mês partem para os Açores, onde encontram mau tempo e navios ingleses que desde a tentativa de invasão da “Invencível Armada” cruzavam o mar junto às ilhas a fim de interceptarem naus espanholas e portuguesas.&lt;br /&gt;Refugiam-se debaixo das fortificações na barra desprotegida de Angra, na Ilha Terceira partindo Linschoten só em fins de 1591. Chegado a Lisboa a 2 de Janeiro de 1592, regressa a Enkhuizen a 3 de Setembro do mesmo ano.&lt;br /&gt;Depois de mais duas viagens falhadas, Linschoten dedica-se à publicação da ssuas obras, a principal das quais este Itinerário. Morre com 48 anos a 2 de Fevereiro de 1611.&lt;br /&gt;O Itinerário foi publicado em 1596, em plena guerra dos Países Baixos pela independência do império Ibérico. Charles R. Boxer [O Império Marítimo Português, Lisboa, Ed. 70, 1992, pp. 115] observa: “[…] quando os Holandeses passaram à ofensiva na sua Guerra dos Oitenta Anos pela independência contra a Espanha, no fim do século XVI, foi contra as possessões coloniais portuguesas mais do que contra as espanholas que os seus ataques mais pesados e mais persistentes se dirigiram”.&lt;br /&gt;Nesse sentido, o Itinerário de Jan Huygen van Lischoten desempenhou papel fundamental já que decrevia, de forma completa, todas as experiências, conhecimentos e informações acerca da Índia. Arie Pos e Rui Manuel Loureiro fazem um rol das informações contidas na obra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.marítimas, acerca da navegação dos portugueses para e na Índia;&lt;br /&gt;2.comerciais e económicas, acerca dos portos comerciais da Índia, os mercadores, os procutos, os preços, as quantidades, etc.;&lt;br /&gt;3.geográficas e etnográficas, sobre os países e povos do Oriente;&lt;br /&gt;4.Botânicas e zoológicas, sobre a flora e fauna orientais;&lt;br /&gt;5.históricas, sobre a história da presença portuguesa no Oriente e sobre os vários países orientais;&lt;br /&gt;6.pessoais, sobre as suas experiências dirante a estada na Índia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos3.flickr.com/2436564_714d163f17_m.jpg" width="240" height="190" alt="Mapa" align=left hspace=5/&gt;&lt;br /&gt;Convém lembrar que o Itinerário fazia parte do equipamento dos pilotos holandeses nas suas expedições. Ainda em 1660 e 1661, Jan van Riebeeck, governador holandês no cabo da Boa Esperança, utilizou a carta de África e a descrição da localização do Monomotapa de Lischoten para organizar duas expedições por terra com o objectivo de encontrar minas de ouro.&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos1.flickr.com/2436562_0256198f54_m.jpg" width="240" height="194" alt="Gravura" align=right hspace=5/&gt;&lt;br /&gt;O Itinerário conheceu várias traduções, a primeira das quais em inglês em 1598. A primeira tradução francesa foi lançada no mercado por dois livreiros de Amesterdão em 1610. Em 1619, o livreiro Jan Evertsz Cloppenburch, que tinha adquirido as gravuras originais em água forte de Claesz, publicou uma reedição do texto francês com as gravuras e cartas originais e em 1638 uma terceira edição.&lt;br /&gt;A edição que aqui apresento, a segunda francesa, é a mais estimada pois, além de possuir as gravuras e cartas impressas com as chapas originais, tem mais mapas e está acrescentada com a Descrição da América ilustrada com uma carta da região.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;POS, Arie &amp; LOUREIRO, Rui Manuel Loureiro, &lt;&lt;Introdução&gt;&gt; in LINSCHOTEN, Jan Huygen van, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Itinerário, Viagem ou Navegação para as Índias Orientais ou Portuguesas&lt;/span&gt;, ed. Preparada por Ariel Pos e Rui Manuel Loureiro, Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1997, pp. 7-42&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9738803-110373005464149448?l=ratodelivraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/110373005464149448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9738803/posts/default/110373005464149448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratodelivraria.blogspot.com/2004/12/importante-itinerrio-de-linschoten.html' title='Importante Itinerário de Linschoten'/><author><name>Nuno Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16052305440303986116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://www.flickr.com/photos/964196_803c954676_m.jpg'/></author></entry></feed>
